Em Comer, Rezar, Amar a personagem de Julia Roberts, antes de decidir cair no mundo, mantinha sob a sua cama uma maleta repleta de recortes e reportagens de viagens que almejava fazer, lugares que sonhava conhecer. A maioria de nós vai colecionando, ao longo da vida, sonhos de fazer, ter e conhecer...a maioria de nós fica no campo dos sonhos, e aquilo que gostaríamos de fazer permanece como um algo para o futuro. Mas o futuro é logo ali...é agora...
*Eu também sou assim (mas já fui muito mais), como o personagem de Roberts, guardando os sonhos numa maleta embaixo da cama, acalentando-os...de vez em quando, abro a maleta e me certifico de que continuam ali me aguardando. Alguns, mais velhos, eu jogo fora, só para depois colocar mais outros novos desejos. O problema não é ter desejos (desejar é essencial!), mas tê-los para sempre como sonhos e não como planos.
O tempo passa...e sem nos darmos conta, os papéis onde traçamos nossos desejos amarelam...
Ultimamente tenho feito mais esforço para realizar coisas, pequenas ou não. Nos últimos três anos tenho mudado muito e feito um certo esforço para sair da zona de conforto. Me arriscado mais, feito mais coisas que me agradam, tenho tido mais entusiasmo para descobrir sobre mim e o que me cerca.
Sobre o filme Comer, Rezar, Amar achei uma chateação só e quanto ao livro de Elizabeth Gilbert, nem terminei de ler...li uma matéria sobre mulheres que, movidas pela experiência de Gilbert, caminham os seus mesmos passos em uma tentativa de encontrarem paz interior. Bom para elas. Mas esse blog não se trata disso. É mais um espaço para falar de viagens, lugares para visitar, planos para o futuro, meio ambiente, culturas e blá blá blá...
Uma boa dica do filme: taí, arrumar uma caixa bonita onde pôr meus recortes, reportagens e revistas de viagens. Porque ficam todos espalhados por todo o canto e como estou numa onda de organização, seria uma boa mesmo...
* Imagem de Sheila Webber, em flickr
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